Capítulo VIII
O despertar de Pégasus
O treino de Meni era feito na Sala de Treino Virtual preparado numa situação precária sob supervisão de Seika, em que num espaço de 12 horas de um dia equivalia na dimensão holográfica um ano.
Os seus esforços progrediram de forma extraordinária devido à percepção e perspectiva das teorias defensivas e ofensivas nos combates, dominava o cosmo e as técnicas heranças. Os relatórios de treino apontavam a falta de motivação ou razões para o apuramento do sétimo sentido.
Seika contou a Shiryu e Atena que ele precisava de uma situação real que despertasse de uma vez o sétimo sentido e usar a célebre Armadura do cavalo alado.
Num momento de surpresa, Ikki entrou sem Ankaa a segui-lo que ofereceu como voluntário para o teste final.
- Que dizes?! Ofereces para ajudar Meni a descobrir o seu sétimo sentido?! Isso nem parece teu! – Shiryu surpreendeu com a ajuda do Velho Fénix.
- Não precisas de saber a razão, este pirralho nem vai saber o que lhe atingiu. - Dizia isso no seu tom habitual.
Shiryu pensou que nessas ocasiões Ikki se manifestava raramente, com intenções de auxiliar um companheiro.
Na Sala de Arena de Gladiadores do ponto mais alto era observado pelos Cavaleiros Anciões, Seika e Atena, em baixo está Ikki com Meni, a caixa de Pandora de Pégasus nas bancadas.
Ikki olhou para Meni com olhos de inimigos fazendo uma simulação realística de batalha.
- Prepara-te, miúdo! Se queres viver, terás de vencer-me.
- Sim, senhor. Darei o meu melhor.
Ikki atacou a criança com agressividade, apesar da sua idade, mostra um espírito de guerreiro, Meni levava fortes murros sem podendo ripostar.
- Como queres proteger a tua irmã desta forma? A tua determinação é feita de justiça ou vingança? – Ikki puxa por ele.
- Não questionas a minha determinação!
Pegasus Ryu Sei Ken (Meteoro de Pégasus) - Meni enfureceu com o sarcasmo dele.
Os meteoros disparados voavam na direcção dele, no entanto, sentiu uma diferença neles.
“Estes meteoros não são os mesmos que senti pela primeira vez que Seiya atingiu-me na posse pela Armadura de Ouro, eram destrutivos e hostis. Estes nem chegam perto”- Em pensamento.
Todos os meteoros são aparados com a mão movendo na velocidade da luz.
- Não acredito! A minha técnica é inútil contra um débil ancião!
- Sou um veterano experiente. Vejo que não tens estofo para seres um Cavaleiro!
Houou Guenma-Ken (Golpe Fantasma de Fénix)O golpe trespassou a testa de Meni que ficou paralisado com a visão siderada. Dentro da sua cabeça, assistiu às memórias da sua alma, aos acontecimentos passados das suas vidas anteriores como Saint desde os tempos mitológicos, ao ano 1743 e 1986 e agora o futuro conquistado por Ares, glorificando a sua vitória, na sua mão direita estava a cabeça decapitada de Weize com lágrimas de sangue. Meni gritou enlouquecido com uma fúria máxima ergueu o punho direito despertando o sétimo sentido e também usando a Armadura no corpo a lançar o
Pegaus Sui Sei Ken (Cometa de Pégasus) que acerta na cara de Ares, na verdade, na do Ikki que arremessou-o contra uma parede e levantou uma poeira de pó.
Depois de desaparecer a poeira. Ikki levantou-se com dificuldade devido ao forte dano que lhe fora causado. O Velho Fénix ria-se para si que Seiya voltou.
- Muito bem, pirralho! Receba o pássaro mortal,
Houyoku Tensho (Ave Fénix)O pássaro de fogo voou contra Meni, é evitado por um salto alto que asas da Armadura se abriam, vários meteoros são lançados, Ikki escapou dos primeiros, porém, a velocidade não era constante, recebeu alguns no peito. O combate terminou, Meni mal acreditou que conseguiu tal proeza, os que observaram, desceram e deram os parabéns a ele, Ikki como sempre não gostava de envolver em grupo e vai se embora.
Ao caminhar no corredor, Ikki cospe um pouco de sangue e toca nas suas feridas causadas pelo meteoro.
No dia seguinte, houve festejos de três novos Cavaleiros de Bronze: Xiwang de Dragão, Alpheratz de Andrômeda e Meni de Pégasus.
Agora, no seu exército tinha: 9 de Ouro; 7 de Prata e 8 de Bronze, totalizando 24 Cavaleiros no cargo.
Atena mandou-os para a Sala de Reuniões para dar conhecimento sobre os insanos Berserkers mostrando slides de apresentação feitos na informação retirada do Almanaque dos lemurianos para o planeamento.
Os slides ersm projectados na parede com imagens do livro, Atena explicava, segundo os seus conhecimentos do primeiro confronto com Ares na Era do Caos.
- Os inimigos que irão enfrentar são conhecido por Berserker, guerreiros de força descomunal com insaciável sede de poder, sedentos de sangue, caóticos, de natureza destrutiva e possuidores de armas. Liderados por Ares e comandados pelos filhos dele. O seu exército divide-se em 4 pelotões: Terror, chefiados por Deimos, cuja as suas habilidades são inspiradas por terror psicológico; Medo, por Fobos, em desvendar os medos mais profundos e usar contra as suas vítimas; Destruição, por Keres, combatentes de força sobre humana e destruição sem limites e Carnificina, por Kyknos, titulares especializados em assassinatos e matadores potenciais. – Atena dava todos os detalhes com base na guerra sagrada da Era Mitológica.
Apartir desta informação, Shiryu colocou-se ao lado dela, a planear segundo os poderes dos Cavaleiros.
- Analisando a informação dada, sugiro que usámos as armas do Cavaleiro de Balança e outras de propriedade da Armadura de modo a equilibrar as oportunidades de vencer.
- O uso das armas na Guerra Sagrada anterior foi utilizado na esperança da sobrevivência aos ataques ferozes. – A deusa relembrava da utilização indispensável das armas.
- Quanto aos Generais de Ares, quais são os seus poderes e técnicas? - Hyoga direccionava sua dúvida aos servos mais poderosos de Ares.
- Infelizmente não foram usados na última, pois Ares nunca pensou que seria derrotado e fugiu para o domínio de Hades humilhado.
- Ares e Hades eram amigos? – Shun admirava-se com a aliança.
- Ares era odiado por todos os deuses olimpianos, mas, Hades achou ele uma ajuda indispensável em destronar a mim no título de protectora terrestre, formou uma aliança e que concederia os corpos aos seus subordinados.
- Custa a acreditar que haja tantos deuses que oponham a Atena, porém, nós somos o seu apoio moral e esperança. – Hyoga sentia que a sua protectora seja injustiçada.
- Em relação, aos pelotões de Ares, os Beserkers da Destruição são homens brutamontes que usam punhos e armas com fraca defesa.
- Os únicos que poderão medir forças contra tais oponentes são: Mask de Ursa Maior, Sansão de Hércules e Aldebaran IV de Touro e usarão os escudos da Balança. – O Velho nomeava os candidatos.
- Os da Carnificina possuem garras, trajes de animais felinos e grandes velocistas.
- Neste caso, os mais velozes da Cavalaria são Altair de Águia e Diana de Flecha utilizando as nunchakus. – Seleccionava com base na destreza e agilidade.
- Os do Terror são especialistas em destruir a calma e o raciocínio.
- Os indicados são Merfak de Perseu e Ankaa de Fénix.
- Por último, os do Medo são os mais perigosos do mais difícil adversário.
- O medo é apenas irracional, nenhum dos nossos teme em perder a sua vida, pois a morte é apenas uma das nossas consequências como Cavaleiros.
Nesta última frase do Grande Mestre, todos abaixavam as suas cabeças e, recordação que mais da metade faleceu devido ao medo causado e pensavam como o braço direito de Atena, poderia ser tão confiante.
Shiryu leu pelo cosmo a preocupação em falhar e deitar tudo a perder que todos sentiam.
- Vocês que aguentaram a dura realidade de Cavaleiro ao suportar os treinos mortais para conseguir a Armadura e serem os eleitos salvadores da humanidade, vão abandonar tudo assim e desonrar a memória daqueles que morreram em combate?! Se não lutarem, as suas almas jamais conheceram o descanso.
A serenidade era vista nos olhos de Shiryu sem a máscara, todos respeitem os grandes veteranos guerreiros que arriscaram a suas vidas no passado para terem o período de paz, no entanto, temiam que o seu número será uma desvantagem numérica.
Shun relatava de forma mais resumida possível sobre as sagas que tiveram no passado que apenas 5 Cavaleiros de Bronze foram o suficiente para derrubar o Santuário e outras Guerras Sagradas.
Por fim, Argos, Cavaleiro de Prata, da Constelação de Pavão, voltou da sua missão com o objectivo de espiar o Santuário e reportar todos as suas actividades.
- É bom ver-te, meu filho. Que notícia nos traz? – Kiki perguntava pelo seu discípulo.
O lemuriano apresenta-se de forma formal em presença da deusa Atena e do Grande Mestre.
- Segundo as minhas penas, o seu exército tem 31 Berserkers. Nas Casas Zodiacais são guardadas por 2 em cada uma; 2 na entrada; 3 no Coliseu e 2 nas escadas das 12 casas. A localização dos 4 Generais é incerta. – Argos relatava toda a sua informação.
- Graças à sua investigação pormenorizada, sabemos o que fazer.
- Descobrir que a deusa Éris foi morta por um dos Generais a ordem de Ares. – Apelava à sua parte.
- Que horrível! Como ele pode fazer tal atrocidade a sangue frio? – Shun espantava-se.
- Sinto que isto ainda mal começou.
- Em relação, aos Generais, creio que nós, os Mestres Anciões devíamos enfrentá-los com as nossas Armaduras Divinas. – Hyoga insistia em saber.
- Estou de acordo, mas não utilizámos as Armaduras Divinas há muito tempo.
- A Armadura surgirá assim que elevarem o cosmo ao seu nível mais alto e regressaram à vossa juventude. – Atena explicava que poderão ser utilizada desta forma.
- Dos 4, qual iremos enfrentar? – Questionava o Velho Andrômeda.
- Já pensei nisso, será assim: Shityu vs Kyknos; Ikki vs Fobos; Shun vs Deimos e Hyoga vs Keres.
Seika que assistia à reunião apelou a Atena que deixasse digladiar em combate com os outros, a divindade sentia uma chama de determinação e convicção nela.
Shiryu ainda planeia uma equipa médica formada por Alkes de Taça e Mike de Escultor.
Todos aplaudiam e gritavam Atena em louvores pela condução à vitória e posse do Santuário.